domingo, 11 de outubro de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Purificação
"O Yoga é preciso e científico. Yoga significa união da alma com Deus, através de métodos gradativos, com resultados específicos e conhecidos. Ele ergue a prática da religião acima das diferenças de dogma. Meu guru, Sri Yukteswar, exaltava o Yoga; ele não indicava, contudo, que a realização divina por meio dessa prática fosse imediata. "Você deve trabalhar duro por ela", ele me disse. Eu trabalhei, e quando os resultados prometidos chegaram, eu vi que o Yoga é maravilhoso."
Paramahansa Yogananda, "A Eterna Busca do Homem"
Marcadores: auto-realização, Yoga
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Técnica Simplificada de Meditação
“Deus começa onde o movimento cessa”, Paramahansa Yogananda.
1. Escolha um lugar calmo e quieto para meditar, faça nele um altar com as entidades de sua devoção, Cristo, Buda, Anjos, Nossas Senhoras, Santos de todas as religiões, o importante é lembrar que elas são fontes de inspirações de preces ao Deus Único, são os mensageiros para levar nossa oração a Ele, nos apresentar ao Supremo Espírito. Como sou estudante das lições da Self, meu altar tem as imagens de Lahiri Mahashaya, Babaji, Nosso Senhor Jesus Cristo, Baghavan Krishna, Paramahansa Yogananda e Swami Sri Yukteswar.
2. Babaji trata-se de Cristo Yogue, que renovou a Kriya Yoga nos tempos modernos, tem uma referência a esta yoga nos Yoga Sutras de Patanjali. Babaji foi Guru de Lahiri Mahashaya, que foi Guru de Swami Sri Yukteswar, que foi Guru de Paramahansa Yogananda. Cristo Yogue é um espírito adiantadíssimo, que embora possa subir para planos astrais superiores, ajuda a humanidade evoluir, dizem que tem aparições dele a mais de 1.000 anos na Índia.
3. Reserve pelo menos 1 hora pela manhã, antes de se alimentar e pelo menos 1 outra à noite, antes de se deitar, para se dedicar a Deus, sim, porquê, as outras 22 horas, você fica por conta de Maya, a Grande Ilusão, que é o mundo físico das sensações. Nestas horas Ele vai ouvir que você O ama acima de todas as outras coisas, então esta meditação ensinada por Yogananda é intensamente devocional, é diferente de todas outras técnicas de meditação, pois o Grande Desejo é o de conhecê-Lo, exigir Sua Divina Presença, através destes momentos de introspecção, esta é uma ciência, comprovada por muitos rishis da Índia. Conhecer por tornar-Se, primeiro devemos buscar Deus, pois o resto vem em seguida, se assim o for, você terá os tão falados tesouros imperecíveis, saúde superior, calma interior, bem-aventurança, pois o corpo físico é uma veste que o espírito troca de vida em vida, os bens materiais são fugidios, não satisfazem nosso ser, pois sua verdadeira necessidade é Outra, perdemos muitas encarnações, por conta de Maya, muitas escrituras falam disso, mas uma coisa é certa, só podemos efetivamente evoluir se passarmos pelas experiências nos corpos físicos, astrais, emocionais, mentais, espirituais e outros cada vez mais sutis. O importante é estar no mundo, com todas nossas plenas capacidades e competências, mas também não ser do mundo, achando que tudo que existe é o que se vê, Deus nos deu o sono, para lembrarmos que existe o Invisível, o inconsciente, existe Algo além do nosso nariz.
4. Arranje uma cadeira de madeira, metais e outros materiais não são energeticamente bons, que tenha as pernas um pouco menores que as suas, se puder cobri-la com um pano de seda pura natural, melhor ainda, mas pode ser de algodão 100% natural, hoje temos 200, 300, 400 e 600 fios, tenho um pano de 400 fios, parece acetinado, de tão gostoso. Coloque as mãos para cima para captar energia cósmica, também pelas mãos, pois o lugar de entrada natural é o bulbo raquidiano, situado atrás da nuca, também é o lugar de muita vampirização, quando vemos uma pessoa com uma vermelhidão na nuca, bem em cima, não é um bom sinal vital, mas se for um Yogue, tudo bem, a vampirização é do bem. Esta energia é chamada Prana, está aí para todo mundo, e é ela que nos vitaliza, o Mestre Yogananda fala que ela é formada de Vitatrons, elementos de Inteligência Divina.
5. Oriente sua posição para meditar de frente para Leste, veja o rumo que o Sol nasce, então você deve sentar de frente para este lado, tanto de manhã, como à noite, isto se deve ao alinhamento dos chakras com o fluxo planetário da luz intensa, que o Sol deixa no rastro de sua passagem pelo dia.
6. Sente com a coluna ereta, se possível sem encostar, mantenha esta posição sem forçar, você deve se sentir o mais confortável que puder.
7. Tente não pensar em nada, apenas note o ar entrar e sair de seus pulmões, se distraia com inspiração e expiração.
8. Marque uma contagem sempre crescente de tempo para o ar entrar ou sair, comece contando até 6, pausadamente, aproximando-se do tempo em segundos, faça uma semana contando até 6, na outra aumente para 7, assim por diante, o ideal para alguma modificação significativa seria 20, mas só se for com tranqüilidade e garantia de calma e paz, sem qualquer tipo de preocupação, confortavelmente.
9. O mais importante é não pensar nas coisas do dia-a-dia, quanto surgir algum pensamento, descarte-o, volte a perceber sua respiração, a prática é a mãe desta situação.
10. Dirija seu olhar para o centro da testa, na altura um pouco acima das sobrancelhas, aí está situado um chakra, que é como um olho de ver Deus, com o passar do tempo, começa-se ter muitas visões, luzes, figuras, não pense que são alucinações, nem que você se tornou um ser superior, mas é uma situação digna para qualquer um que queira tentar e ver com seus próprios olhos, esta condição não é um fim em si mesmo, mas uma ponte para uma condição espiritual importante na sua evolução, um despertar para uma vida de qualidade, quer dizer despertar mesmo, saindo da vida de sonho e sono, para uma vida de lucidez, com a possibilidade científica da Presença Divina em nossas vidas, o fato é que passamos várias encarnações satisfazendo sensações no mundo físico, esquecemos Dele, advindo todo o sofrimento, através das dores do mundo.
11. Acrescente uma atividade física aeróbica, preferivelmente ao ar livre, diariamente a estes tempos de meditação, devemos ter gratidão pelo nosso corpo, que vai cobrar todo momento, nossos hábitos arraigados, nesta vida e em outras, o nosso corpo físico é produto modelador de Maya, existem programas de sobrevivência inconsciente, que criam hábitos, para gratificação do pequeno ego, personalidade inventada, pela nossa cultura e vivência nos grupos familiares e sociais, acabamos deixando nosso verdadeiro Ser, escondido atrás das culpas, pressões e medos. Há que se ter coragem para ser feliz.
“Aconteça o que acontecer, medite pela manhã e pela noite”, PY.
Escreva para a Self Realization Fellowship e peça as Lições Sumárias (Hong Só), Técnica de Medição em OM, para maiores detalhes.
Marcadores: Cristo Yogue, Kriya Yoga, Maya, om, Patanjali, Prana, Vitatron
segunda-feira, 8 de junho de 2009
A Sombra da Mão
"Em meio a condições negativas, faça "oposição", pensando e agindo de modo construtivo e positivo. Pratique titiksha, quer dizer, a atitude de não ceder às experiências desagradáveis..." - idem.
Marcadores: Mãe Divina, titiksha
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Tutti

Assistam a peça de meu amigo Nelson Natalino, é muito legal...
Marcadores: nelson natalino, peça, plinio marcos, teatro, tutti buona gente
domingo, 11 de janeiro de 2009
Rockin' the Violin
... dê um pause na música do blog, lá em baixo, no fim das postagens, por favor, para ouvir este vídeo, enjoy it...
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Filosofia dos Kleshas
Que são os kleshas?
- São os obstáculos para Realização Espiritual, começa com:
Avidya, é a origem de todos os outros, estejam estes no estado dormente, atenuado, alternante ou expandido. Avidya é tomar o não-eterno, impuro, mal e não-atman como sendo o eterno, puro, bem e atman, respectivamente.
- Asmita - é a identificação ou mistura, por assim dizer, do poder da consciência (purusha) com o poder da cognição (buddhi);
- Raga - a atração que acompanha o prazer;
- Dvesa - a repulsão que acompanha a dor;
- Abhinivesha - é o forte desejo de viver que domina até mesmo os eruditos (ou sábios) e seres já espiritualizados;
Como são eles destruídos?
- Podem ser reduzidos pela sua reabsorção de volta à origem, reduzindo as formas ativas à condição de latência, sem a sua expressão e manifestação, "secar a semente" com o fogo da sabedoria. O sadhaka só estará livre de perigo quando ele tenha cruzado o limiar de Kaivalya e atingido a meta final. Pode-se suprimir os kleshas ativas através da meditação.
Por que devem os kleshas ser destruídos?- Eles nos envolvem num ciclo infinito de nascimentos e mortes e de misérias da vida. O reservatório dos karmas , os quais estão enraizados nos kleshas, causam toda espécie de experiências na vida presente e nas futuras. (vou continuar postando mais perguntas e respostas sobre os kleshas)
Jay Guru
Marcadores: abhinivesha, asmita, atman, avidya, Buddhi, dvesa, kaivalya, purusha, raga, sadhaka
domingo, 22 de junho de 2008
domingo, 15 de junho de 2008
Andarilho

Que coisa mais interessante, experimentando chorar
Música, melodies, saints
Chorar a "Beggars and Saints" do Jai Uttal,
(ouça tb lá embaixo no meu "playlist")
O q será beggars? vou a procurar por aí,
ah sim achei no dicionário:
significa pedinte, mendigo, andarilho...
"Eu Te buscarei até encontrar..."
by the way
Bati esta foto no metrô Alto do Ipiranga,
esperando o comboio chegar, 6:15...
quinta-feira, 22 de maio de 2008
São Paulo 37 anos


quarta-feira, 12 de março de 2008
Abrindo os Chakras
Um desenho animado, extremamente simples, porém é muito esclarecedor, tem 3,56 minutos...
Marcadores: abrir os chacras, chacras, chakras, energia cósmica
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
O Processo de Meditação

A diferença entre as três fases do mesmo processo que culmina em samadhi pode ser representada do modo que se indica acima. Se A é o objeto escolhido para samyama e B, C, D, etc. são distrações, então o conteúdo da mente, em intervalos regulares de momentos sucessivos nas três fases, pode ser representado pela série de pratyayas presentes na mente. O círculo em torno das letras representa a autoconsciência mental. (fonte: A Ciência do Yoga - I. K. Taimni - Yoga Sutras do Patanjali comentado.)
domingo, 27 de janeiro de 2008
Obstáculos na senda Yogue

Com base nos Yoga Sutras de Patanjali, estes são os obtáculos (viksepa) que impedem o cessar dos processos mentais, princípio fundamental do Yoga:
. Doença (vyádhi) - atrai a atenção da mente para o corpo físico, intensificando a identidade com o mundo físico (ilusão). A doença aprisiona a consciência aos "redemoinhos" psíquicos (chitta vritti).
. Languidez (atyána) - apatia, fadiga crônica de origem psicológica e devida à ausência de um propósito dinâmico e definido na vida.
. Dúvida (samshaya) - na busca do Divino, o objetivo é desconhecido pelo intelecto, só a experiência do testemunho da consciência nos corpos superiores pode clarear todas as dúvidas, quem experienciou-se, sabe, e sabendo não tem palavras para dizer, então não dá para aprender através da erudição, somente através de si mesmo.
. Negligência (prámada) - é a fraqueza que impede um ser de atingir o ápice em qualquer atividade, condenando-o à uma vida pequena. Descuido que causa a si mesmo, sérios danos, um Iogue descuidado é semelhante à uma criança brincando com dinamite, ele deve prestar atenção em coisas importantes, mas também àquelas consideradas sem importância.
. Preguiça (álasya) - hábito que gera distração, adquirido ao longo de continuada submissão ao gosto pelo conforto, pelas facilidades, e pela tendência de evitat qualquer esforço.
. Distrações da vida exterior (avirati) - anseios pelos objetos do mundo exterior sem o verdadeiro equilíbrio com aqueles do mundo interior, o ser pode passar a vida inteira sem pensar nos problemas da vida pessoal, interior, se a busca pelos objetos do mundo for mais intensa: fortuna, honrarias, nome, vaidades, etc.
.Percepção errônea (bhrantidárshana)- significa tomar uma coisa por aquilo que não é, ilusão, alucinação, tem um sentido de percepção errante, que vaga pelo mundo, tudo a distrair a mente, perplexidade, erro, confusão.
Não-conquista de um estágio (alabdhabhúmikatva)- a firmeza de identificação do progresso da busca do Iogue está em perceber o momento de impulsionar-se para a próxima etapa da senda, a idéia básica é perceber os níveis cada vez profundos de consciência, onde a concentração e tranquilidade da mente é fonte inesgotável de bem estar, contentamento e alegria. Qualquer atropelo nesta identificação é sinal de obstáculo, é melhor repetir a lição do que passar para outra sem saber o que foi "ensinado".
Instabilidade (anavasthitatva)- quando se atinge um estágio, mas não se consegue mantê-lo, é sinal que a mente está dispersa, somente a prática contínua leva à perfeição.
Estes nove obstáculos não esgotam todos que vão aparecer na senda Iogue, eles estão mais relacionados com o Dharana, Dhyana e o Samadhi. Por exemplo, defeitos de caráter são tratados nas etapas de Yama e Nyama, duas etapas das oito do Yoga (ashtanga).
Marcadores: alabdhabhúmikatva, anavasthitatva, ashtanga, atyána, avirati, bhrantidárshana, Chitta, prámada, samshaya, viksepa, vritti, vyádhi, álasya
sábado, 1 de dezembro de 2007
BR1NC4D31R4 C0M N0554 M5N73
F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4AN735! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 3574V4 M310
COMPL1C4DO, M45 N3S74 L1NH4 SU4 M3N73 V41 D3C1FR4NDO O CÓD16O QU453
4UTOM471C4M3N73, 53M PR3C1S4R P3N54R MU17O, C3R7O?
POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O!
SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3!
P4R4BÉN5!
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Partes do Sentir
Seguindo interpretações dos Yoga Sutras de Patanjali (250 A.C), vou descrever as várias partes do sentir-se, como nós nos vemos, como nós nos sentimos perante nós mesmos, com o que sentimos, como é nossa consciência, grande pretensão, mas é como estou entendendo estas questões hoje, depois de ter lido muitos livros, praticando uma boa parte das técnicas neles descritas. Este sábio indiano, Patanjali, escreveu, registrou a tradição oral das técnicas do Yoga. Este trabalho é considerado o primeiro trabalho científico que se tem notícia, muito utilizado como fonte de referência na física quântica, embora raramente citado na bibliografia, por preconceito talvez. Os aforismos são também usados na Arte em geral, na Psicologia, Filosofia, em estudos esotéricos, tipo Ocultismo, Teosofia, Magias em geral. A complexidade da estrutura que compõe o que poderíamos chamar Si Sido Sendo Será - termo que inventei agora, para dar o sentido de que o Ser humano é dinâmico – demandará ainda muito estudo, mas o que já se sabe pode levar, como já levou, muitas pessoas a estados de auto-conhecimento avançadíssimos, mas aí é assunto para outros posts.
Manas
É o pensamento, fluxo contínuo de prana capturado na respiração, sem diferenciação seletiva mais profunda, sem consciência de interesses mais elaborados, a não ser a discretização das necessidades do corpo físico, mais cerebral, permeia o sistema nervoso, entre as sinapses, neurotransmissores e as cadeias do holograma que forma a rede neuronal principal, elemental humano, semi-funcional, automático, viciante, mas importante para as funções semi-conscientes do ser como um todo. É a primeira diferenciação da Matéria, como energia concentrada e que possui qualidade sattva (primeira luz da consciência e a inteligência sem atributos morais ou espirituais). Manas organiza a interpretação do que entra pelos cinco sentidos e o que fazer com as informações, num questionamento aparentemente já direcionado, mas com possibilidades lógicas de caminhos alternativos de uso da informação, aqui ocorre a formação dos vícios e apegos, as sementes de satisfação dos sentidos, numa repetição incessante de busca de prazer, logo seguido de dor, alternando confusamente os estados básicos, para o ser humano que ainda se entende como corpo físico. Comparado com tecnologia da informação é o hardware.
Chitta
É a mente, conjunto de toda informação retida, intelecto, banco de dados, são impressões, vincos psíquicos, como é dado armazenado, latente sem função aparente, pode levar à induções, pulsão, impulsos para uma ação, que pode ser com sentido, na automação das funções biológicas ou sem sentido, analisados à luz dos princípios psicológicos. Quem pode orientar objetivamente o funcionamento de Chitta e Manas é Ahamkara através de Buddhi, veja a seguir estas duas partes do ser humano.
Ahamkara
É a percepção focal, testemunhal, do observador, como consciência de tudo que temos e vemos, interior e exterior, o centro de referências, a presença das representações do mundo, como percepções, desejos, sensações e imaginação. É o eu ilusório, com suas descontinuidades da consciência, a sensação de que somos uma coisa só se dá pelo fluxo contínuo de pensamentos, o eu representativo para fora, para o mundo, é persona, a máscara da personalidade, conjunto de eus. A vivência de Ahamkara no mundo social produz um resultado enganoso de identificação do espírito com a matéria, com a vida mental de prazer e dor na gratificação do ego, que parece ter e querer tudo tentando se diferenciar em relação ao outro. Este eu pessoal, individualizado precisa ser dissolvido, para que a totalidade das vivências se consolide como unidade transcendente, o Si Mesmo, existe nos Yoga Sutras uma metodologia para alcançar este estado de realização. Aqui poderíamos fazer uma analogia como sendo o software, o programa em funcionamento, e o Usuário quem seria? Veja abaixo.
Buddhi
É o princípio mais elevado, a primeira manifestação do Espírito na Matéria, energia cósmica que tudo permeia, mas ainda não diferenciada, energia emanente, sem passar por nenhuma consciência, quando manisfestada por alguma consciência é a Inteligência humana individualizando a Inteligência Divina, todo o cosmo é Buddhi.
É dela que no mundo relativo ao sujeito surgem as:
Cinco faculdades sensíveis (tanmatras):
- Sonora
- Tangível
- Visível
- Sápida
- Olfativa
Cinco elementos (buttas):
- Éter
- Ar
- Fogo
- Água
- Terra
E como manifestação do sujeito frente aos objetos surgem as:
Cinco faculdades de ação (karmendriya):
- Palavra
- Preensão
- Locomoção
- Excreção
- Prazer
É função de Buddhi o discernimento (viveka), pois o Intelecto tem todas as informações para tomar decisão, pois tem visão de todos elementos iguais ou opostos. Enquanto a natureza de Manas é a dúvida, o ser ou não ser, Buddhi é a certeza através da intuição, aquilo que vem lá do fundo, da suposta descontinuidade do ser, do inconsciente.
Associando os sentimentos verdadeiros e a concentração obtida na meditação, consegue-se um estado de harmonia e serenidade, a manifestação do contentamento e alegria expande a consciência. Através de uma mente quieta, pode-se perceber uma Presença que nos traz Paz e certeza que Ele e nós somos Um.
Jai Guru.
Marcadores: Aforismo, Ahamkara, Buddhi, buttas, Chitta, Ioga, Ioga Sutras, karmendriya, Manas, Patanjali, persona, tanmatras, viveka, Yoga, Yoga Sutras
Universos Paralelos
Teoria M, Magia, Meditação, Medicina, Matemática, M, M MM MMM MMMM O O OO OOOMMM M Om Guru Om, Jai Guru, construa seu próprio universo...
no botão play pequeno, de baixo, clique uma vez, depois clique de novo para ativar o tempo, sem precisar ir no YouTube, aguarde para carregar, pois tem 44,35 minutos, assim vc vê o vídeo aqui no meu blog...
Marcadores: Multi-universo, Singularidade, Superposição, Teoria das Cordas, Teoria das Membranas, Teoria do Campo Unificado, Teoria Geral do Universo, Teoria M, Universo Paralelo
domingo, 30 de setembro de 2007
OM

O OM é a sílaba sagrada que representa o universo em sua totalidade. Não possui tradução literal e seu significado é o Absoluto (Brahman).
No pensamento hindu, esse poderoso bij-mantra é a origem de todas as coisas e de todo o ser. Os Vedas descrevem-no como a força natural básica intrínseca a todos os fenômenos da Natureza.
É o som do Universo se expandindo e é também o som do pulsar de cada átomo. É a essência dos Vedas e, portanto, o mantra entre os mantras. Tem sido relacionado com a palavra hebraica AMÉM, utilizada para finalizar as orações da liturgia Cristã.
O Om decompõe-se em três elementos: A, U, M, já que o som "O" resulta da fusão dos sons A e U.
O AUM rege um rol interminável de divisões ternárias, como pode ser visto no quadro abaixo:

Fonte: www.amorcosmico.com.br
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Yoga Clássico
Os Aforismos começa com a definição do seja o Yoga:
"Yoga é a suspensão (nirodhah) dos processos mentais (chitta-vritti) .Yogash chitta-vritti-nirodhah
Apresentada em 8 passos (ashtanga) ou etapas:
- Refreamentos (yama)
- Autodisciplina (nyama)
- Posturas corporais (ásanas)
- Controle das Energias Sutis (pránáyáma)
- Retração dos Sentidos (prátyáhára)
- Fixação da atenção (dhárana)
- Concentração Prolongada (dhyána)
- Estado de Identidade (samádhi)
Yama
- Não-violência (ahimsa)
- Veracidade (satya)
- Abstenção de Roubo (asteya)
- Não-perversão do sexo (brahmacharya)
- Não-possessividade (aparigrahá)
Nyama
- Pureza (shausha)
- Contentamento (samtosha)
- auto-esforço (tapas)
- Auto-estudo (svádhyáya)
- Entrega ao Senhor (ishwarapranidhána)
Ásanas
Esta parte é conhecida como Hatha-Yoga onde se descreve a Fisiologia mística, os canais sutis e os chakras, que são vórtices por onde flui energias psicobiofísicas. Com a divulgação no ocidente das ásanas o Hatha virou sinônimo de yoga. O objetivo desta etapa é fortalecer a vontade eliminando os atos instintivos e condicionados. Complementam as posturas, as contrações musculares (bandhas), as técnicas de purificação (kriyas) e os gestos especiais (mudrás).
Pránáyáma
Basicamente, cessação da inspiração e expiração, não pelo bloqueio puro e simples, mas pela superação da necessidade de respirar, aplicando-se as técnicas da etapa anterior.
Pratyáhara
Na prática é o exercício de retirar a atenção das coisas, que distraindo a mente impede o ser de evoluir para um estado de serenidade, a inquietude é fruto da alternância de prazer e dor. A percepção passa pela consciência profunda e não pela sensação física ou pulsão dos desejos.
Dháraná
Com o controle dos sentidos e emoções obtido pela iniciação anterior o estudante confina a mente dentro da estrutura de pensamentos (manas), destacada de si mesma e do turbilhão de pensamentos e com o objetivo de escolher algo em que meditar. Quando apenas um objeto ou abstração é capturado, o estudante entra em dhyána (foco de atenção prolongado), que é a próxima etapa (anga).
Dhyána
Fluxo contínuo e ininterrupto da consciência sobre um objeto de meditação, estado de suspensão já um pouco fora da mente, onde há uma indiferenciação entre o observador e o observado.
Samádhi
Completa união (sam) com Cosmo, Deus, Inteligência Infinita, Eterno, Divino Espírito, ou outros nomes que as várias culturas têm para designar Ele. Um estado de concentração perfeita e estável (dha), ápice da introspeção (a) dos sentidos retirados do mundo exterior, visão de extrema lucidez, paralização completa da respiração e fluxo de pensamentos, corpo estático e olhos voltados naturalmente para o centro da testa.
O Mestre Yogananda fala que:
"Deus começa onde o movimento cessa".
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Mayastria 6 - Incertezas

Aqui vai uma explicação científica sobre Superposição Coerente que é muito interessante para o entendimento e percepção de Maya, hoje uma verdade irrefutável já descrita pela física moderna, os sábios e santos indianos dissertam sobre esta verdade há milênios.
Quando um elétron (ou qualquer outra partícula) é observado, ele se apresenta com propriedades físicas bem definidas: localiza-se em um ponto preciso do espaço, em um momento determinado, e seus atributos podem ser medidos (dentro de certos limites estabelecidos pelo princípio da incerteza de Heisenberg). Antes de a medição ser feita, porém, essas propriedades e atributos não existem. O que existe é apenas a probabilidade de que o elétron apresente tais e tais características, bem como outras características opostas. Isto é, o elétron tanto pode estar no ponto x quanto no ponto y ou no ponto z, e assim por diante, para cada um de seus atributos (velocidade, momento angular, spin, etc.). Antes de medirmos os elétrons, todos esses atributos encontram-se entrelaçados, e é esse entrelaçamento que produz as ondas de probabilidade. Os físicos denominam isso de função de onda ou superposição coerente porque, nesse estado, todas as probabilidades do elétron se superpõem umas às outras. Durante o ato da medição o entrelaçamento se desfaz e, dentre todos os conjuntos de atributos possíveis ao elétron, apenas um torna-se "real". Esse momento em que a superposição de ondas se desfaz é o chamado colapso da função de onda. Enquanto o elétron não for medido, ele não tem nenhuma característica concreta. É a medição que cria as características do elétron e, assim, num certo sentido, é a minha observação que cria o elétron. Em outras palavras, a realidade que eu percebo é criada pela minha percepção. (fonte)
Uma partícula, que pensamos ser algo sólido, existe no que chamamos de superposição, espalhando uma onda de possíveis localizações, todas no mesmo tempo. E quando você olha, ela passa a estar em apenas uma das possíveis posições. Ou seja: As coisas só se tornam constantes quando você olha pra elas. Quando não olhamos é como uma onda, quando olhamos é como uma partícula.
A superposição implica que uma partícula pode estar em dois ou mais lugares ao mesmo tempo.
É um conceito muito bizarro, mas é um dos pilares da física quântica. Essa constatação fez o renomado físico Stephen Hawking se perguntar: A distinção (entre o real e o imaginário) está apenas em nossas mentes?
Sobre a imagem, acontece o seguinte: o objeto só existe devido existir um observador, na observação é a moça, quando ela olha a bola esta parece única. Isto acontece conosco normalmente, porque somos os observadores em Maya, o universo dos fenômenos, quando a moça não olha a bola ela pode estar em vários lugares, ela é o eixo, outra pessoa olhando para algum objeto que obliterasse a visão da bola, diria que entre os dois não há objeto em movimento, poderia afirmar que a bola não existe.
Uma pergunta para reflexão: Vendo as imagens, como podemos entender Quem tira “fotos” assim e as projeta numa “tela” cósmica, que todos percebemos segundo nosso ângulo de percepção (individualidade)? Pergunta inspirada em nosso mestre Yogananda e que não pode ser respondida com artifícios de retórica cientificista e determinística dos céticos e sim pela evolução do pensamento moderno capitaneado pelo Princípio de Incerteza, que é um princípio probabilístico, a verdade dos céticos está dentro da escala estequeométrica, abaixo do hidrogênio e acima do urânio (mundo material), não conseguem ver nada.
Marcadores: Maya
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Sorrindo e vindo...
A coisa acontece sem querer, a pessoa fala a frase, a gente registra, ela tenta consertar, e às vezes fica pior:
. Vou à feira comprar mamão papai...
. Está uma noite ensolarada...
. O quarto ao lado de vez em quando está sempre vazio...
. O telefone chama, chama e só dá ocupado...
. É bom que aqui eles aceitam o Mastercarne (era numa churrascaria)...
. Vou matar dois coelhos com uma caixa d´agua só...
A que eu mais gosto é esta: "Para bom estendedor, meias para lavar, basta...".
Lembrei de mais uma de meu filho: "Choveu tanto, acho que vai ter imundação...".


